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Sonda é lançada nesta sexta-feira para capturar mistérios de Júpiter

que Júpiter esconde? O que sua exploração pode explicar? O que permitiu a formação de outros planetas? Estas e outras perguntas tentarão ser respondidas por meio da investigação da sonda Juno em Júpiter, que vai ser lançada nesta sexta-feira, no Cabo Canaveral, na Flórida. Entender como se formou este planeta pode confirmar teorias sobre como o Sistema Solar se formou ou pode mudar tudo que pensávamos conhecer.

"A coisa especial sobre Juno é que estamos realmente olhando para uma das primeiras etapas, a primeira hora na história do nosso Sistema Solar", disse Scott Bolton, principal pesquisador da missão Juno.

Imagem da sonda Juno com seus três painéis solares
Imagem da sonda Juno com seus três painéis solares

A sonda Juno levará cinco anos para chegar até seu destino - o maior planeta do nosso sistema - e será lançada por uma um foguete não-tripulado de quatro toneladas, o Atlas 5. Com painéis solares e uma antena no meio, seu formato lembra um moinho de vento, já que ela gira lentamente durante sua transmissão.

A missão enfrentará uma janela de lançamento limitada. "Juno tem apenas uma janela de lançamento de 22 dias ou então nós precisaremos esperar por mais 13 meses até a nossa próxima oportunidade", disse John Calvert, gerente de missão para Juno.

Quando chegar a Júpiter, em agosto de 2016, a sonda espacial vai gastar cerca de um ano para traçar uma imagem detalhada do campo magnético e das luas de Júpiter, e descobrir se há um núcleo sólido sob suas multi-coloridas nuvens. Juno irá se instalar numa estreita faixa entre o planeta e a beirada interior do seu cinturão de radiação e chegará a apenas 5 mil km do topo das suas nuvens.

A pesquisa atual, voltada para o lançamento da Juno, é baseada sobre o que missões anteriores descobriram a cerca de Júpiter, particularmente dados recolhidos da Galileu durante a missão que terminou em 2003. A Galileu, última nave enviada pela Nasa ao planeta Júpiter, foi a que chegou mais perto deste planeta, mas ela foi capaz de enviar dados durante apenas 58 segundos, antes de sucumbir à pressão e ao calor extremos daquele ambiente.

A sonda que será enviada nesta sexta-feira tem um "coração" eletrônico protegido por um baú de titânio, mas mesmo assim deve durar apenas cerca de um ano. Sua última ação será mergulhar na atmosfera do planeta, para evitar uma contaminação nas luas de Júpiter, onde teoricamente há condições de existir vida.


Fonte: http://www.jb.com.br/ciencia-e-tecnologia (05/08/2011)



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