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Messier 95

19 de Março de 2012

O VLT * capturou outro membro do grupo de galáxias Leo I, na constelação de Leão. A galáxia Messier 95 está de frente para nós, oferecendo uma visão ideal de sua estrutura espiral. Os braços espirais formam um círculo quase perfeito em torno do centro da galáxia antes de se espalharem, criando um efeito parecido com uma juba que qualquer leão teria orgulho.

Talvez a característica mais marcante de Messier 95 seja seu brilhante núcleo dourado. Ele contém um anel de formação de estrelas, com quase 2000 anos-luz de extensão, onde ocorre grande parte da formação de estrelas da galáxia. Este fenômeno ocorre principalmente em galáxias espirais barradas como Messier 95 e a nossa Via Láctea.

No grupo de Leo I, Messier 95 é ofuscada pela sua irmã Messier 96 (veja potw1143). Messier 96 é de fato o membro mais brilhante do grupo, e como "líder do bando", também dá ao grupo Leo I seu nome alternativo, Grupo M96. Ainda assim, Messier 95 também é uma imagem espetacular.


Crédito:

ESO

O Very Large Telescope (VLT) no Cerro Paranal, é o principal local de observações do ESO, operando no visível e infravermelho. Os quatro telescópios de 8.2 metros de diâmetro estão em operação individualmente, dotados de muitos instrumentos.

O VLT oferece também a possibilidade de combinar a radiação coletada pelos quatro telescópios de modo a trabalhar como um interferómetro. O Interferómetro do Very Large Telescope (VLTI), com a sua própria coleção de instrumentos, disponibiliza imagens com a precisão de um milésimo de segundo de arco e astrometria com uma precisão de 10 microsegundos de arco. Para além dos telescópios com 8.2 metros de diâmetro, o VLTI conta também com quatro Telescópios Auxiliares (AT) de 1.8 metros de diâmetro, o que aumenta as suas capacidades de obter imagens, ao mesmo tempo que permite a utilização da infraestrutura todas as noites do ano.

Dois telescópios de rastreio estão também em operação no Paranal, o VLT Survey Telescope (VST, 2.6 metros de diâmetro) que trabalha na região do visível e o Visible and Infrared Survey Telescope for Astronomy (VISTA, 4.1 metros de diâmetro) que opera nas regiões do infravermelho.